Professora wapichana é a nova diretora-geral do Campus Amajari

por Rebeca publicado 03/09/2020 10h10, última modificação 03/09/2020 11h42
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Pier Cunha: “Estarei à disposição de todos, e também conto com o apoio de todos para, juntos, fazermos do nosso campus uma unidade cada vez mais respeitada pelo trabalho desenvolvido por todos nós”

A nova diretora-geral do Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima para o quadriênio 2020-2024 é a professora de Sociologia Pierlangela Nascimento da Cunha, 44, da etnia wapichana, natural da Comunidade indígena Barata, Município de Alto Alegre. Eleita com 63% dos votos, ela falou sobre as expectativas e os desafios para os próximos quatro anos à frente da unidade.

O resultado final da escolha dos dirigentes foi publicado nesta quarta-feira, 2, pelas Comissões Eleitorais e será apresentado e votado no dia 4 pelo Conselho Superior (Consup). Pier, como é conhecida, vai comandar a unidade com o maior número de alunos autodeclarados indígenas do IFRR: 57%. Atualmente, conta com 73 servidores, que promovem a inclusão social de aproximadamente 241 estudantes, entre jovens e adultos, nas modalidades de ensino presencial e a distância.

Inicialmente, a diretora-geral eleita agradeceu os votos recebidos de todos os segmentos (professores, técnicos administrativos e estudantes do IFRR) e garantiu que vai retribuir a confiança depositada cumprindo as propostas do plano de ação e demais sugestões encaminhadas por servidores e alunos. “Estarei à disposição de todos, e também conto com o apoio de todos para, juntos, fazermos do nosso campus uma unidade cada vez mais respeitada pelo trabalho desenvolvido por todos nós”, disse, agradecendo também aos membros da Comissão Eleitoral do CAM e a Comissão Central pelo trabalho realizado.

Quanto às prioridades iniciais da nova gestão, Pier falou na reorganização da unidade para a realização das atividades não presenciais, dado o momento de trabalho e de desenvolvimento de atividades acadêmicas remotas, e também para o retorno, quando for possível, das atividades presenciais. “Para que possamos desenvolver as ações de ensino, pesquisa e extensão da melhor forma possível e também garantir o acolhimento e o acompanhamento dos servidores e estudantes”, disse.

Sobre os desafios para gerir o campus nos próximos quatro anos, a diretora afirmou que estão relacionados, principalmente, à gestão do orçamento para atender às demandas do campus, que, por ser agrícola e atender um grande número de estudantes em vulnerabilidade socioeconômica, necessita dos recursos da assistencial estudantil, e há limites orçamentários.

“Porém, como instituição educacional, é importante de possamos dar todo o apoio necessário para que estudantes e servidores possam desenvolver suas atividades, e isso implica ter também orçamento disponível. Contudo, estaremos em constante diálogo para encontrar, juntos, caminhos para que o Campus Amajari cumpra sua missão, enquanto unidade do IFRR, mas que também possamos estar bem, desenvolvendo nosso trabalho, como servidores”, afirmou Pier.

HISTÓRICO – Localizado no norte de Roraima, o Campus Amajari iniciou suas atividades pedagógicas em 2010. Pela segunda vez a unidade tem votação para escolha do seu diretor-geral. Pierlangela é a primeira indígena a ser eleita, e a segunda roraimense a ocupar o cargo. Seu antecessor, George Sterfson Barros, que cuidou de todo o processo de implantação da unidade até ser escolhido, em 2016, para gerir o campus até 2020, é natural de Boa Vista (RR).

Link do resultado final: https://www.ifrr.edu.br/acessoainformacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/conselho-superior/editais/2020/processo-de-escolha-de-reitor-e-de-diretores-gerais-do-ifrr-quadrienio-2020-2024/resultado-final-do-processo-de-consulta

 

 
Ascom/Reitoria
Rebeca Lopes
Foto: Divulgação
2/9/2020

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