Programação sensibiliza servidores e alunos do IFRR-CAM sobre autismo

por Rebeca publicado 07/04/2017 19h11, última modificação 07/04/2017 19h11
Sensibilizar pessoas para buscarem conhecimento e identificarem alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento de crianças e adolescentes, esse foi o objetivo da programação sobre o tema autismo desenvolvida, durante esta semana, pelo Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) do Campus Amajari.

Sensibilizar pessoas para buscarem conhecimento e identificarem alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento de crianças e adolescentes, esse foi o objetivo da programação sobre o tema autismo desenvolvida, durante esta semana, pelo Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) do Campus Amajari.

Uma cabine com notebook e fone de ouvido foi montada, na entrada do campus, para quem se interessasse em assistir a um vídeo de pouco mais de dois minutos sobre como o autista escuta, sente e vê o mundo. Várias pessoas, incluindo servidores, alunos e comunidade, aderiram à dinâmica.

Nos espaços da rádio interna e na televisão que fica na Coordenação de Turnos (no hall de entrada), estão sendo exibidas, até esta sexta-feira, dia 7, peças explicativas sobre o transtorno do espectro autista (TEA). Além disso, está havendo a distribuição de folhetos sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, e a veiculação do filme Temple Grandin, no projeto Cineclube.

De acordo com os intérpretes de Libras do CAM, Francisco do Nascimento Moura e José Gabriel Ribeiro Figueiredo, do Napne, o objetivo da semana foi sensibilizar o público do CAM sobre a temática. “Somos um campus relativamente novo e a nossa intenção, como núcleo, é trazer para a reflexão e  a discussão temas que tratem da inclusão”, afirmou Gabriel.

A iniciativa foi elogiada por servidores e alunos. Para a servidora Pedrina Figueiredo, essa ação é importante no ambiente escolar para que todos conheçam um pouco da realidade do autista. “A ideia da cabine é superlegal para que as pessoas possam perceber, na prática, como é o mundo do autista. Eu, particularmente, tive aluno autista, quando atuava como professora, e sei como eles percebem as outras pessoas; são superinteligentes e aprendem mais de forma lúdica”, comentou.

Ela defendeu a ideia de na escola serem abordados todos os tipos de necessidades específicas, principalmente por estar no interior. “Por meio dos alunos, a informação pode ser disseminada em casa e na comunidade”, analisou Pedrina.

E a servidora tem toda razão. Os alunos Simeão Viriato Pedro, 16, do curso Técnico em Aquicultura, e Eliel Fonseca, 15, do Técnico em Agropecuária, garantem que os vídeos a que assistiram esclareceram várias dúvidas sobre o autismo e que, a partir de agora, estarão mais atentos para quem está ao redor.

Mas, vale lembrar que alguns sinais são importantes para indicar a presença de traços autistas ou de outros problemas, que podem ser percebidos no ambiente familiar, social e escolar. Porém, o diagnóstico somente pode ser dado por profissionais especializados.

Viriato, antes de passar pela cabine e assistir ao Temple Grandin, achava que o autista tinha problema de audição. “Ajudou a esclarecer que o autista é uma pessoa normal, só que enxerga o mundo de forma diferente das outras pessoas. Ele pode criar coisas que outra pessoa nunca imaginou ou teve a ideia de fazer, e é muito inteligente. Só não gosta de contato físico. Então, com certeza essa experiência vai nos ajudar a respeitar as diferenças”, analisou o aluno.

 

Rebeca Lopes

CCS/Campus Amajari

7/4/17

CGP