Fomento institucional fortaleceu atividades de aquicultura do campus

por Rebeca publicado 05/06/2020 10h51, última modificação 05/06/2020 10h51
Localizado no extremo norte de Roraima, o Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima oferta, desde 2014, o curso Técnico em Aquicultura e, desde 2016, o superior de Tecnologia em Aquicultura. Considerados relativamente novos, os cursos vêm ganhando estrutura para as aulas práticas graças aos projetos submetidos e aprovados para recebimento de fomento institucional.

Localizado no extremo norte de Roraima, o Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima oferta, desde 2014, o curso Técnico em Aquicultura e, desde 2016, o superior de Tecnologia em Aquicultura. Considerados relativamente novos, os cursos vêm ganhando estrutura para as aulas práticas graças aos projetos submetidos e aprovados para recebimento de fomento institucional.

Um desses projetos é o GP Inovação, aprovado em 2018, com a finalidade de fortalecer a piscicultura de base familiar e comunitária.  Por meio dele, professores e estudantes desenvolveram um sistema de reprodução com recirculação de água e energia renovável, que vai ao encontro dos princípios de sustentabilidade quanto ao uso racional dos recursos hídricos. É por meio desse projeto que atualmente o Campus Amajari consegue fazer a reprodução induzida de peixes e realiza a doação de alevinos para projetos comunitários, como ocorreu na Comunidade Indígena Tabalascada.

“Dentro dessa pesquisa do projeto de inovação, a gente começou a obter resultados muito positivos através do projeto de pesquisa, resultando em grande quantidade de alevinos. E uma das alternativas que a gente previu no projeto foi que, quando produzisse, pudesse ajudar a agricultura familiar e as atividades comunitárias. Então, a gente começou a apoiar alguns projetos comunitários dentro de comunidades indígenas, com entrega de alevinos, capacitação, encontros, envolvendo os nossos alunos e ajudando na sua formação, e com assistência necessária para que possam caminhar sozinhos”, explicou Comassetto.

Pequenos agricultores e comunidades já receberam, em 2020, 12 milheiros de alevinos para a reprodução nos respectivos projetos. Em agosto de 2019, o CAM iniciou a parceria com a Juventude da Comunidade Tabalascada para desenvolver o projeto de piscicultura naquela localidade. Os frutos são já vistos com a primeira despesca, que ocorreu no fim de maio deste ano.

Segundo o professor, os resultados da parceria com a Tabalascada são tão positivos, que a iniciativa se espalhou e, aproximadamente, dez comunidades indígenas mostraram interesse em desenvolver ações de piscicultura com o apoio do Campus Amajari. Mas, devido à pandemia do novo coronavírus, as ações precisaram ser suspensas.

“Esse projeto em parceria com os jovens da Tabalascada, que foi pioneiro, fez surgirem demandas para o CAM. Outras comunidades viram o exemplo deles, que está dando bem certo. E, a partir disso, começaram a demandar”, comentou, informando que antes da pandemia o campus fez a entrega de alevinos em outras comunidades, como Boqueirão (Alto Alegre), Roça (Pacaraima), e que, depois da pandemia, as ações vão continuar.

Comassetto explica que o projeto de inovação é uma forma de desenvolver atividades dentro do campus e de contribuir, de alguma forma, para projetos comunitários. “Os alevinos são produzidos durante as aulas. Então, essas ações que a gente faz envolvem atividades de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou.

 

Ascom/Reitoria
Texto: Rebeca Lopes
Fotos: Divulgação
5/6/2020

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