Inserir a extensão no currículo dos cursos superiores é tema de reunião no IFRR

por Sofia Lampert publicado 17/04/2019 09h33, última modificação 17/04/2019 09h33
A curricularização da extensão dos cursos superiores nos institutos federais é uma necessidade para atender a legislação vigente e de legitimar as ações desenvolvidas na comunidade

Na manhã desta terça-feira, 16, gestores do Instituto Federal de Roraima (IFRR) se reuniram para tratar da curricularização da extensão dos cursos superiores na instituição, de acordo com a legislação vigente. O encontro ocorreu na sala de reuniões da Reitoria, com a presença de gestores do IFRR e do pró-reitor de extensão do Instituto Federal do Pará (IFPA), professor Fabrício Alho.

Ele apresentou a experiência exitosa da instituição onde atua para pró-reitores, diretores-gerais, diretores, coordenadores de extensão e outros gestores da reitoria e dos campi do IFRR. O pró-reitor pontuou sobre a necessidade de avaliar a extensão, dialogar com a comunidade acadêmica, observar as particularidades de cada unidade e normatizar a curricularização, enfatizando inclusive sobre as resoluções elaboradas no IFPA e aprovadas pelo Conselho Superior (Consup) da instituição.

Alho ainda falou a respeito do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), uma das instituições que mais realizaram essa adequação e já possui 13 cursos com a extensão curricularizada e outros em fase de implantação. Sobre o futuro, o pró-reitor salientou o desejo de que a extensão também seja parte do currículo dos cursos técnicos. Afinal, conforme destacado por ele, “a extensão é a interface dos institutos federais com a comunidade e isso não é algo novo e sim é adequar ao currículo da instituição”.

O pró-reitor de Extensão do IFRR, Nadson Castro, explicou sobre a necessidade do cumprimento da lei que estabelece que a extensão faça parte dos planos de cursos superiores e seja parte da carga horária dos professores.  A exigência faz parte do Plano Nacional Escolar (PNE), regulamentado pela Lei 13.005 (com vigência até 2024), mais especificamente na meta 12.7. Além disso, ele advertiu ainda que “a Resolução 7, de 18 de dezembro de 2018, que estabelece as diretrizes para a extensão na educação superior brasileira, determina que essa inserção da extensão no currículo seja implantada até 2021, ‘apertando’ ainda mais o prazo”. Enfatizou também que a curricularização da extensão fará parte da avaliação dos cursos realizada periodicamente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)”.

A reitora do IFRR, Sandra Mara Botelho, agradeceu a presença dos gestores do IFRR e a vinda do professor Fabrício Alho com o objetivo de compartilhar esse processo de curricularização da extensão, dando ênfase à realidade amazônica, a qual engloba dificuldades no transporte, elevado investimento para possibilitar a capacitação dos docentes, entre outros aspectos peculiares da região. Na oportunidade, a reitora também anunciou ao público presente que o Fórum de Pró-Reitores de Extensão da Rede de Educação Profissional e Tecnológica (Forproext), previsto para ocorrer nos dias 5 e 6 de junho, em Manaus (AM), será coordenado pela Pró-Reitoria de Extensão do IFRR.

 

Sofia Lampert
Fotos: Erick Vieira e Nenzinho Soares
Ascom/Reitoria
16/4/2019

 

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