Programação do CAM homenageia mães

por Bruna Dionísio Castelo Branco publicado 08/05/2018 20h25, última modificação 09/05/2018 10h16
Ação da Comissão de Qualidade de Vida oferece programação nesta quarta, dia 9. Palestra, sorteio de brindes e dicas de beleza fazem parte da ação

 

Conciliar o trabalho com a maternidade pode parecer um assunto clichê, mas ainda é um dos grandes desafios da atualidade. No Brasil,  mais de 1,1 milhão de famílias são constituídas apenas por mães solos (aquelas que criam sozinhas seus filhos, sem auxílio do genitor), conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na sociedade atual, um número expressivo do chamado chefe de família, responsável pelo sustento dos filhos, é constituído por mulheres.

Apesar do desafio, há pesquisas que garantem: mães que trabalham são mais felizes. Um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, apontou que mães que trabalham fora são mais felizes e saudáveis do que aquelas que ficam em casa. A conclusão foi tomada após pesquisadores acompanharem 1.364 mães durante os dez primeiros anos de vida de seus filhos. No Brasil, uma pesquisa realizada pela psicóloga Cecília Russo Troiano com 500 crianças e jovens – metade filhos de mães que trabalham e metade de mães que não trabalham – indicou que os filhos de profissionais são ligeiramente mais felizes e demonstram ter mais orgulho das mães do que dos pais (fonte: ISTOÉ). Algumas mães  concordam com os resultados.

Em retorno recente da licença maternidade, a técnica administrativa Luciana Bacelar, mãe do pequeno João Luiz, de 6 meses, e também da Júlia, de 13 anos, conta que o retorno ao trabalho tem suas dificuldades, mas também suas recompensas. “Voltar ao trabalho é um pouco angustiante, principalmente em relação à amamentação. No momento, meu filho está sob os cuidados do pai, mas eu penso em outras mães que têm de deixar os filhos com pessoas desconhecidas, que não têm ligação afetiva com a criança, o que deve ser muito difícil. Para mim, só ser mãe não é suficiente para a realização pessoal, embora seja muito feliz sendo mãe da Júlia e do João. Eu sinto a necessidade de me realizar profissionalmente também. Então, retornar ao trabalho é gratificante”, conta.

A professora Joelma Fernandes divide-se entre duas cidades para manter os vínculos com a filha e o trabalho. Docente do Campus Amajari e mãe da Clara, de 8 anos,  que mora em Boa Vista,  ela conta que a rotina  é cansativa. Joelma está cursando doutorado, mas afirma que tenta dar o máximo de atenção à filha nesse processo. “Um dia, na correria do cotidiano, a Clara me disse 'Mãe,  sabia que você é minha inspiração?', quando,  na verdade, ela é que é minha inspiração de vida”, confessa.

Joelma conta com o apoio da mãe, avó de Clara, para poder conciliar os dois domicílios. “Em momento algum eu romantizo a maternidade, pois ela nos traz muito medo, muitos desafios, desde o processo de amamentação até o retorno ao trabalho, após a licença. É muito difícil, pois a cultura machista, que ainda vivemos, atribui o cuidado dos filhos exclusivamente à mãe, o que deixa as mulheres mais sobrecarregadas”, reflete a docente. Ela afirma que ser mãe nunca será um peso, mas que, se as obrigações fossem divididas de maneira igualitária, seria mais fácil.

“Sempre procuro estar perto, almoçar com ela, levá-la para a natação,  para cuidar do cabelo, para o reforço escolar, para o cinema, para tomar sorvete... Faço tudo pra vê-la feliz e, muitas vezes, vou e volto do Amajari pra Boa Vista no mesmo dia para cuidar da minha filha”, conta.

Professora Joelma e sua pequena Clara: maternidade, trabalho e muitos desafios.
Professora Joelma e sua pequena Clara: maternidade, trabalho e muitos desafios

 

Pensando em mães como a Luciana e a Joelma é que a Comissão de Qualidade de Vida do Campus Amajari realiza, nesta quarta-feira, dia 9, uma manhã de programação. Haverá uma homenagem musical preparada por alunas e coordenada pela professora Jacinta Rodrigues. Em seguida, ocorre a palestra “O Privilégio de ser mãe e os quatro pontos de equilíbrio”, com a administradora e Coach IBC Eliana Emidia Lopes Soares. Será servido um coquetel e, depois, haverá um momento de beleza com  sorteio de brindes.

Para um dos organizadores da ação e membro da comissão, o servidor Francisco Moura, o evento é uma forma de demonstrar a valorização da mãe servidora. “A instituição reconhece o quão importante é o papel de uma mãe na vida de uma pessoa, e essa ação vem para reafirmar que as mães merecem ser homenageadas todos os dias”, diz. As atividades terão início às 9 horas da manhã. Mães servidoras, terceirizadas e funcionárias do restaurante estão convidadas. 

 

Bruna Castelo Branco
Jornalista  (e mãe)
CCS/Campus Amajari 
9/5/2018

 

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