Campus Amajari forma cerca de 40 técnicos nesta sexta-feira, 21

por Bruna Dionísio Castelo Branco publicado 21/12/2018 09h10, última modificação 21/12/2018 09h25
A cerimônia terá início às 18h30 e ocorrerá no centro de convivência do campus. Cerca de 40 estudantes dos cursos de Aquicultura e Agropecuária receberão certificado de conclusão de curso

Nesta sexta-feira, 21, o Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima (CAM-IFRR) promove a colação de grau de duas turmas dos cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cerca de 40 estudantes dos cursos de Aquicultura e Agropecuária receberão certificado de conclusão de curso.

A cerimônia terá início às 18h30 e ocorrerá no centro de convivência do campus. Devem participar do evento a reitora do IFRR, Sandra Mara Botelho, pró-reitores, diretores, equipe gestora do CAM, demais servidores e familiares dos formandos. Após a solenidade, será servido um coquetel aos participantes.

Para as amigas Iranilde Ketlen e Hellen Ruth, formandas no curso Técnico em Agropecuária, a instituição teve um peso importante para suas escolhas profissionais. Iranilde, 17 anos, conta que no início teve muita dificuldade com o ritmo das aulas. A estudante é natural de Boa Vista, e sua família mudou-se para o Amajari para que ela e o irmão estudassem no CAM. “Apesar de todas as dificuldades de adaptação com o horário integral, o ensino é de muita qualidade. Para mim, o IF é um exemplo de instituição com os melhores professores”, declarou. Iranilde pretende cursar medicina veterinária e afirma que o curso Técnico em Agropecuária foi fundamental para sua decisão.

As amigas Iranilde e Hellen, novas técnicas em agropecuária
As amigas Iranilde e Hellen, novas técnicas em agropecuária

Hellen Ruth Carvalho, 17 anos, chegou ao Amajari em 2013 e revela ter vivido muitas experiências durante os três anos como estudante do CAM. “O curso foi muito proveitoso pra mim, tive oportunidade de apresentar trabalhos fora do estado, participar dos fóruns de integração, de projetos de extensão. Tudo isso foi muito importante para meu crescimento pessoal”, declara a jovem, já aprovada no vestibular da Universidade Estadual de Roraima (Uerr) para o curso de Direito, e com data marcada para se mudar para a Capital, a fim de continuar os estudos.

Marilda Williams é umas das formandas do curso Técnico em Aquicultura. Aos 13 anos deixou a casa dos pais, na Comunidade Indígena do Raimundão, Município de Alto Alegre, que fica a 300 km do Amajari, para estudar no CAM. Marilda é uma das alunas contempladas com o auxilio moradia, um dos programas de assistência estudantil do CAM, que disponibiliza vagas em alojamento compartilhado. A estudante confessa que os três anos vividos longe de casa não foi fácil, mas que considera o Instituto Federal como sua segunda família.

Hoje, com 16 anos, ela conta que, na comunidade indígena onde morava, não teria as mesmas chances. “Eu vi que era uma oportunidade de mudar de vida e de ter um desenvolvimento escolar mais amplo. Dividir o espaço de moradia com mais de 30 meninas foi um desafio, pois há realidades de vida muito diferentes. Tive de aprender a conviver com essas diferenças, a aceitar e respeitar a história de cada uma, e isso foi muito importante para meu desenvolvimento como pessoa”, confessa.

 

Agora técnica em Aquicultura, a aluna indígena Marilda Williamns. Foto: Ramon Queiroz
Agora técnica em Aquicultura, a aluna indígena Marilda Williams. Foto: Ramon Queiroz

 

Além da vivência pessoal, Marilda conclui que a instituição lhe abriu muitas portas. “Eu ganhei bolsa, pude viajar para outros lugares, aprendi coisas novas e, o que é melhor, tive um ensino com a qualidade que nenhuma outra instituição poderia me oferecer. O IF é minha casa, e é muito gratificante ver o resultado do meu esforço ao longo desses anos. É incrível a sensação de estar se formando! Não há como descrever essa felicidade. Sei que vou exercer minha profissão com êxito e responsabilidade, pois no IF tive a oportunidade de colocar em prática toda a teoria apreendida”, conta a nova técnica, que pretende cursar licenciatura em Matemática e Engenharia de Pesca. “Gratidão é palavra que resume tudo”, conclui.

 

Bruna Castelo Branco
CCS/Campus Amajari
21/12/2018

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